
O OBJETIVO DESTE BLOG É FALAR SOBRE A EDUCAÇÃO QUE ACONTECE NAS RUAS, NAS FAMÍLIAS,NA MÍDIA, NA SOCIEDADE E NAS ESCOLAS. AFINAL, EDUCAR NÃO É UM ATO ISOLADO, EDUCAR É UM ATO HUMANO QUE OCORRE DENTRO DE TODOS OS ESPAÇOS SOCIAIS.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
O Intelectual

sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Educação Estatística

quarta-feira, 31 de agosto de 2011
O País dos Outsiders
Fonte: Blog CASES
Num país onde o número dos chamados sem religião aumenta gradativamente, ainda nos pegamos a discutir temas como o ensino religioso dentro das escolas, que em nosso país e considerado apenas como o ensino de dogmas ligados a igreja católica. Como aceitar que existe laicidade neste país, quando grupos chamados minoritários ainda são tratados com desrespeito, como os negros que tem suas demostrações de fé desrespeitadas por carregarem forte estigma sobre seus ritos particulares.
Na verdade vivemos em uma comunidade de outsiders*, onde toda e qualquer particularidade que não esteja ligada a nossa herança educacional cristã é rejeitada e tratada como manifestação imprópria e exótica demais para ser levada a sério. Demostração clara desse desrespeito é o recente Acordo Brasil Santa Sé, que esta sendo votado no Supremo Tribunal Federal (STF). Com um acordo feito entre a igreja católica e o nosso país no que se refere a educação religiosa, como iremos atender com dignidade nas escolas os filhos de todos que possuem uma crença diferente, ou mesmo daqueles que não possuem nenhuma crença?
Voltando na história, me sinto como os índios, nosso povo originário, que foram tão maltratados em nome dessa história ligada a igreja católica.
Laicidade do estado... falsidade do estado, enquanto não houver respeito entre as culturas, essa sempre será mais uma palavra perdida em meio ao dicionário.
*Não existe uma tradução correta para a palavra outsiders, mas a grosso modo poderia dizer que outsiders, na visão sociológica, são todos aqueles que não vivem segundo as regras sociais da maioria.
domingo, 24 de julho de 2011
LIVRO RESGATA ORIGEM MACABRA DOS CONTOS DE FADAS

Histórias Envenenadas - Contos de Fadas de Terror,
escrito por autores em início de carreira, será lançado em agosto
Conhecemos contos de fadas como histórias cheias de magia e fantasia que costumamos contar para crianças. O que muitos não sabem é que eles foram concebidos como entretenimento para adultos e que, em sua forma original, traziam fortes doses de adultério, incesto, canibalismo e mortes hediondas. Com o tempo, diversos autores os suavizaram e acrescentaram lições de moral.
Em Histórias Envenenadas, escritores contemporâneos resgataram todo o horror dos contos de fadas originais em releituras de histórias tradicionais ou novos enredos, que não farão nenhuma criança dormir, mas certamente farão você perder o sono.
Os escritores Chico Anes e Ricardo Ragazzo, organizadores do livro, analisaram mais de cem contos para chegar nos trinta textos que compõem o livro, que será lançado no próximo dia 06 de agosto, quando a Andross Editora completará sete anos.
A casa editorial é especializada na publicação de coletâneas de novos escritores. Surgiu em 2004, dentro dos corredores da Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, como uma necessidade de publicar textos dos alunos do curso de Letras. A experiência deu tão certo que logo atravessou os muros da instituição e passou a publicar textos de outros escritores que não acadêmicos da universidade. De lá para cá, publicou sessenta livros, com mais de mil autores de todos os estados brasileiros e de vários países de todos os continentes.
Além do Histórias Envenenadas - Contos de Fadas de Terror, outros quatro livros serão lançados no evento. São eles:
· Moedas para o Barqueiro - Contos sobre a Morte - Volume II
· Próxima Estação - Contos de trem, metrô e outros transportes urbanos.
· Universo Paulistano - Contos de uma cidade que nunca dorme - Vol. III
· Elas Escrevem - Contos e Crônicas - Volume II
No evento, o público poderá adquirir outros títulos da editora ao preço promocional de aniversário de R$ 4,90.
SERVIÇO
Lançamento do livro Histórias Envenenadas - Contos de Fadas de Terror e aniversário da Andross Editora (Entrada grátis)
Data: 06/08/2011, das 15h às 20h
Local: China Trade Center- Rua Pamplona, 518, São Paulo, SP (Próximo à estação Trianon Masp do metrô)
INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:
Cesar Mancini
(11) 6731-6191
(11) 8217-6191
cesar@andross.com.br
segunda-feira, 13 de junho de 2011
O Foco da Educação
Em seu segundo artigo, a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) é bem clara quando diz que a educação visa preparar as pessoas para o exercício de sua cidadania e para a iserção no mercado de trabalho. Se a LDB reconhece que existe uma diferença entre cidadania e trabalho, porque será que a grande maioria das pessoas ainda acha que ser cidadão é sinônimo de trabalho?
Nas ultimas eleições, quando se falava em educação, na maior parte das vezes, estava ligada ao ensino profissionalizante. Não tenho nada contra o tema, contudo, para se chegar a profissionalização, primeiro devemos passar por um longo período de estudos. O que dizer do ensino básico e médio?
Esses questionamentos todos me tomaram depois que li uma matéria do Estadão sobre o PNE(Plano Nacional de Educação) que ainda não chegou a ser analisada pelo Ministro da Educação Fernando Haddad e pela presidenta Dilma Rousseff. A matéria faz referência a preocupação presidencial com o programa Pronatec que incentiva o acesso ao ensino tecnico e ao mercado de trabalho.
Como acadêmica me interesso e muito por um programa que, além do ensino técnico, viabiliza a aquisição de bolsas de estudos em graus mais elevados. Contudo, a questão que levantei a pouco ainda continua me intrigando: como falar em educação tecnica e ensino superior, sendo que apenas um por cento das pessoas conseguem ter acesso ao ensino superior e uma porcentagem ainda muito pequena pensa em profissionalizar-se em alguma área do conhecimento, mesmo como tecnico.
Como educadora espero encontrar, ainda ao longo desse mês nos jornais, noticias sobre a aprovação e aplicação do novo PNE com metas mais claras e menos utópicas que possam nos dar subsidios para uma real transformação educacional no nosso país, que comece na educação infantil de qualidade e alcance os graus mais elevados de ensino no nosso país.
Espero que o termo "Mão de Obra" na foto acima seja substituido pela palavra "Educação" e que "obras" signifique VIDA.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Sobre Nossas Diferenças
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Culta ou Popular: Qual é a sua máscara?
Ao ler o tão comentado capítulo do livro “Por uma vida melhor”, da professora Heloisa Ramos, que tenta ensinar como se deve utilizar a norma popular e a culta no nosso cotidiano percebi o quanto a maioria das opiniões sobre o assunto estavam equivocadas, pois o que encontramos no livro não é uma apologia ao falar ou ao escrever errôneo, mas sim uma explicação muito precisa do porque devemos utilizar a norma culta na maioria das situações sociais. Isso fica bem claro quando a autora diz que a lingua é um instrumento de poder muito bem utilizado pela classe dominante e por isso deve ser utilizado por nós (os alunos, em questão), para que não soframos com o chamado preconceito linguistico.
Creio que ai esta o ponto que fez com que esse capítulo do livro fosse tão severamente criticado pela mídia em geral, afinal, apesar de não sofrermos mais com nenhuma censura, ainda sofremos com o moralismo aprendido com a mesma durante um longo período. Se antigamente as mídias tentavam nos informar mesmo sobre grande repressão, hoje ela apenas deforma nossa opinião por ter perdido quase todo seu aspecto crítico e ter virado quase apenas entretenimento.
Na ultima semana, no dia 27/05, participei de uma mesa que discutia as manifestações populares como resistência da cultura popular, no Congresso de História do ABC, na cidade de Diadema, São Paulo. O intuito era que cada participante da mesa falasse um pouco sobre sua experiência com o movimento de cultura popular que representavam, quando chegou a vez de um senhor que falou sobre a chamada Congada, pude notar que uma parte do auditório fazia comentários irônicos, pois o senhor em questão não era nenhum acadêmico e antes de iniciar sua fala foi se desculpando por não saber "falar bonito". Acompanhei as falas de todos até o fim, e todos aqueles que demonstravam dificuldades em se comunicar utilizando a linguagem culta eram alvo de comentários e sorrisos de deboche.
Mais por que raios estou falando sobre isso?
Simples, só estou tentando mostrar o quanto estamos acostumados a pensar que apenas o conhecimento dito culto é conferido como verdadeiro conhecimento e como ignoramos tudo o que possa ser considerado popular. O pior nisso é que todas as pessoas que por alguma razão não se apropriaram corretamente da linguagem culta sentem-se culpadas por não saberem "falar bonito", e por mais que façam trabalhos magníficos de incentivo a cultura são taxadas como incapazes.
Discussões como as iniciadas no capítulo tão difamado do livro tem como intuito o desejo de mostrar a tantos excluídos da sociedade que o conhecimento que eles possuem tem valor e somados aos conhecimentos das normas cultas pode aumentar e fazer com que a história de muitas vidas possa tomar um rumo diferente daquele determinado pela classe social em que nasceram.
Como educadora desejo que a educação nunca saia da pauta das discussões nas mídias para que ela possa se aprimorar e avançar cada vez mais. Contudo, como pesquisadora, espero que toda e qualquer pessoa que venha a publicar alguma opinião sobre a educação faça, antes, um dos exercícios mais lógicos e bonitos aprendidos na área da comunicação: ANALISE AS FONTES. sem esquecer de dar uma olhada no seu viés.

